sábado, 19 de março de 2011

Caixa de Pandora

agora escrevo
e o meu pranto torna-se letra
de fraca tinta
sem ideologia

escrevo por um sofrimento
este nem tenho
mas sofro por pensar
só por pensar em tê-lo

não vivo
não sou
não ...
perfeita e impura negação

o ato que não
as mentiras que contei
as verdades que nunca disse
nunca direi

e se do meu medo soubesse
riria ...
fútil é milha ilusão terrena
eu minto sempre
sempre pra dizer...
o que sempre falo tentando dizer...
te amo...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Azilo

Cuecas
Meias
Fardas
Camisetas
Roupas de Cama
Roupas de Dormir

Faria vós o favor de dizer
em qual dessas estantes
esquecestes meu coração ?

56

Cinquenta e seis
perdidos no tempo
um infinidade ...
pra quem por algo espera

Por ti esperei
cinquenta e seis eternidades ,
que nunca mais conseguirei contar

nunca ouvi teu coração bater
e inumeras vezes não pude
acalentar teu sofrimento
tudo isso ?
cinquenta e seis segundo,
de pura frustração ...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Sem nome ...

Tentei mil vezes
Achar não consegui
imaginar ousei
sonhar ? posso passar um segundo sem pensar em ti ?

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sinfonia

Música sem letra sou
sei eixo
sem destino

Um silvo ,
uma lágrima
o pranto é minha arte

que sem compasso brota
perdido no tempo
ecoando no vácuo do esquecimento

talvez fosse Beethoven
o único que surdo , sorriria
para a minha triste sinfonia atonal
composta de uma lágrima só

sábado, 25 de dezembro de 2010

Êxtase

Eu diria ?
Menos Deus
Andei demais ?
Não , nunca andei
Usualmente fiz , sempre fazia ...
Então sorri
Louco chorei
Louco gritei
eu ? isso sim eu fiz bem !

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Confesso

Sem sonho, sorrio
fraco , fútil
olhares vagos , indiferentes
eu desconheço ...

ou finjo desconhecer
saberia eu sorrir ?
talvez cantar ...
em um último suspiro
alegria ?

vejo teu pranto
e me apego as tuas dores
desejo os teus encantos
e em algum momento te amaria
se por alguns segundos eu soubesse amar


Confesso ...